Nutrição corrida

Nutrição para corredor

Em provas e treinos de longa distância, aumentam os desafios nutricionais para o atleta, como a periodização do consumo de calorias e carboidratos, equilíbrio da saúde e desempenho, hidratação antes e durante e, estratégias de suplementação e líquidos bem consolidados para o evento. Apesar da longa distância aumentar a necessidade de treinamentos nutricionais, quando bem planejados e executados da forma correta, potencializam a performance do atleta, tornando a distância menos prejudicial ao organismo.

Sistema Oxidativo

Para longas distâncias, o carboidrato é o principal macronutriente fornecedor de energia, é mais “barato” para o organismo e sua oxidação ocorre de forma mais rápida, isto é, o fornecimento de energia por meio da quebra da molécula de carboidrato é praticamente imediata, quando comparada às demais oxidação de macronutrientes, sendo assim, é necessária grande disponibilidade de carboidratos, para garantir auxílio na performance até o final, sem danos neuromusculares.

Desafios e estratégias nutricionais

A demanda energética para atletas que realizam treinos e provas longas é altíssima, e, a necessidade de suporte de carboidratos também se faz imprescindível, principalmente levando em conta que a suplementação de carboidratos durante a prova tem relação também com a hidratação, devendo ser treinado e calculado o tempo “perdido” na obtenção e consumo nos postos de abastecimento. Corredores devem treinar as estratégias nutricionais previamente, garantindo treinamento do sistema digestório, para que não ocorra desconforto gastrointestinal durante a prova, prejudicando a performance. 

 

Esther Bevilacqua

Esther Bevilacqua

Alguns suplementos podem ser usados, como cafeína, recovery, gel de carboidrato e, em tempos muito longos de provas, proteínas associadas aos carboidratos, também, repositores hidroeletrolíticos em provas feitas em locais muito quentes e com incidência  de sol no atleta. Cada atleta é um e cada ambiente e prova também possuem suas peculiaridades, sendo assim, cada caso deve ser estudado e orientado por um nutricionista, para que as estratégias funcionem e ajudem o atleta na performance. Estratégias nutricionais sem treinamento e testes que antecedem, podem colocar em risco a prova do atleta.

 

Para iniciar um treino ou prova longa, o corredor deve estar com o estoque de glicogênio cheio, podendo também ser usada a estratégia de supercompensação de carboidratos, onde, previamente é diminuído o consumo de carboidrato e,antes da prova, aumenta-se o consumo ao extremo, na intenção de aumentar o aporte de glicogênio muscular, garantindo maior disponibilidade durante a prova.

Na primeira hora da prova ou treino, já deve ocorrer hidratação com água, após a primeira hora, inicia-se o consumo de carboidratos diluídos, para disponibilizar glicose a ser usada como fonte para produção de energia e, à partir de 3 horas de prova, se introduz também proteína, visando minimizar a depleção muscular e uso de massa magra como fonte de energia para o músculo. Em provas longuíssimas, usa-se também alimentos, evitando desconforto pelo uso apenas de líquidos, podendo ser consumidas fontes de carboidratos simples, como pão, bolacha, batata etc. 

Conclusão

Em provas e treinos longos, o acompanhamento nutricional é mais que imprescindível, pois as estratégias precisam ser calculadas de forma muito individualizada, garantindo auxílio na performance. A falta de aporte de calorias, carboidratos, suplementação correta e hidratação, podem levar o corredor à um quadro de overreaching, overtraining, lesões neuromusculares e até fraturas por estresse, podendo inclusive colocar em risco treinos e provas por longos períodos da vida do atleta. 

Estratégias e planejamento garantem mais conforto ao corredor e melhora da performance na corrida, tenha sempre acompanhamento de profissionais.

 

Por Esther Bevilacqua 

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