Fratura por estresse em corredores de rua: Causas, sintomas e tratamento.

Fratura por estresse em corredores de rua: Causas, sintomas e tratamento.

Com o aumento do anseio por medalha e a constância de alcançar distâncias cada vez maiores,  muitos atletas de rua acabam não respeitando algumas importâncias biológicas e acabam passando por cima de recomendações de especialistas por uma insana e incessante busca de seu melhor. Em muitas ocasiões essa corrida pela performance pessoal e desrespeito do princípio da progressividade, acaba gerando algumas lesões por sobrecarga de treinamento.

As fraturas de stress, que eram quase que exclusividade de atletas de alta performance, têm se tornado cada vez mais corriqueiro entre esportistas em geral. O que se têm observado nas clínicas de medicina esportiva é que, esportes como o triatlhon, corrida de montanha, maratona, ultra-maratona e demais esportes de endurance, estão fazendo com que os atletas ultrapassem a resistência fisio-histológica, causando repetitivas lesões.

 

FRATURAS DE ESTRESSE

 É uma lesão que ocorre geralmente em atletas corredores, praticantes de corridas de longa distância, seja ele atleta de elite ou amador, causando grandes perdas para a performase do praticante. Ela se caracteriza por ser um conjunto de micro fraturas óssea, que pode, pelo uso prolongado e repetitivo almentar. Os lugares mais comuns para a fratura são ossos do pé ( metatarsos ), o osso da canela (tíbia), o osso inferior externo da perna (fíbula), o osso da coxa (fêmur) e osso da coluna (vertebras).

As fraturas por estresse, também conhecidas como fraturas por fadiga, resulta de forças de baixa magnitude aplicadas de forma repetitiva. Qualquer aumento na magnitude ou na freqüência da carga à qual o osso está submetido produz uma reação de estresse, que pode implicar em microtraumatismos. O osso responde aos microtraumatismos por meio de remodelamento: primeiro, os osteoclastos reabsorvem o tecido lesado; em seguida, os osteoblastos depositam osso novo na região. Quando não há tempo para completar o processo de reparo antes de acorrerem microtraumatismos adicionais, a condição pode progredir para a fratura de estresse. (Manole, apud. Hall, et all, 2007 p.104).

 

COMO ACONTECE

 A fratura por stress é um lesão que se incide quando a pessoa é submetida à periodização de treinamento com aumento de volume em períodos de adaptação inadequados, também devido a um desequilíbrio de minerais e cálcio na alimentação, esse aumento descompensado de volume de treino, somado à diminuição da mineralização óssea pela falta desses minerais e vitaminas, acarreta na retirada de cálcio, pelos ostoclastos, (enzimas responsáveis ela perde de cálcio ósseo), sem um período adequado de recuperação para repetição de um novo estimulo físico vai levar a pessoa a uma fratura por estresse, devido a incapacidade dos osteoblastos, (enzimas responsáveis pela calcificação óssea), recompor esse mineral.

 

 SINTOMAS

É uma dor leve local e progressivamente vai aumentando dia a dia até chegar a um momento que é necessário parar a atividade específica devido às dores se tornar insuportável. Muitas vezes é confundida com tendinite, pois as dores iniciais são bem parecidas.

A sua identificação vem através de exames de imagens, que pode ser por radiografia ou resocianina magnética, dependerá do quadro clinico do paciente.

TRATAMENTO

O mais importante no tratamento de uma fratura de stress é o repouso. Entretanto, para acelerar o processo de cicatrização óssea, pode-se incluir a aplicação de compressas de gelo sobre a sua lesão de 10 à 20 minutos a cada 3 ou 4 horas por 2 ou 3 dias ou até a dor ir embora. Também deve-se mudar a sua atividade por atividades que não gerem  impacto na região.

Nas fases iniciais do tratamento, preconiza-se o uso de medidas fisioterapêuticas específicas para reduzir o quadro álgico: crioterapia, Tens, ultrassom para acelerar a produção do tecido ósseo e o laser como cicatrizante e usam-se também os medicamentos anti-inflamatórios para reduzir a síntese das prostaglandinas, responsáveis por ativar as terminações nervosas livres, que levam a informação sensorial ao cérebro e aumentam a percepção da dor.

Os exercícios de fortalecimento e alongamentos funcionais devem ser incluídos tão logo se tenha reduzido o quadro álgico e, assim, usam-se os exercícios de membros inferiores, inicialmente em cadeia cinética fechada e, depois, em cadeia cinética aberta.

As fraturas de estresse consideradas de alto risco devem ser tratadas cirurgicamente, já que as chances de sucesso com tratamento conservador são baixas. (,Revista Brasileira de Ortopedia,, apud: LUCIANO, A .;  , et all, 2007).

 

Portanto corredores de plantão, respeite sempre os princípios do treinamento, para que isso não se torne um empecilho para a busca de medalhas e distância cada vez maiores. Ah, e lembrando… É de fundamental importância o acompanhamento de profissionais para que haje um trabalho progressivo e uma periodização coerente para cada indivíduo, pois lembrem da individualidade biológica! CADA INDIVÍDUO RESPOSTE DE MANEIRAS DISTINTAS AO MESMO ESTÍMULO APLICADO.

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